Fonte: Felipe Alencar CNN Brasil 25/09/2026
Casas de apostas esportivas foram proibidas no Brasil nesta sexta-feira (25); medida foi anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
O mandatário do Fluminense, Mattheus Montenegro, calculou o tamanho do prejuízo para o clube depois da decisão anunciada nesta sexta-feira (25) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os cassinos online, como o "jogo do tigrinho", e as casas de apostas esportivas, as chamadas bets, estão proibidas no Brasil. A partir do dia 6 de outubro, não haverá mais sites ou patrocínios das bets no país. O Fluminense é um dos clubes do futebol brasileiro afetados com a medida anunciada. "Uma decisão que preocupa muito, não só o Fluminense, como todo o futebol brasileiro, porque, sem entrar no mérito político da medida, é uma medida que foi tomada do dia para a noite, e o impacto é muito grande", iniciou Mattheus Montenegro em entrevista ao CNN Prime Time.
"Aqui no Fluminense temos o impacto de mais de R$ 100 milhões com a medida, porque, além do patrocínio máster, isso também afeta contratos que a gente tem, como as placas do campo, as camisas que temos já produzidas com seis meses de antecedência. O impacto é muito grande, que preocupa muito aqui para o futuro do Fluminense", completou.
As casas de apostas devem acionar a Justiça para recorrer do decreto, argumentando sobre a inconstitucionalidade da decisão.Em 2025, os maiores clubes do futebol brasileiro movimentaram cerca de R$ 3,2 bilhões em receitas de marketing, sendo que, 34% desse total, aproximadamente R$ 1,1 bilhão, vieram de casas de apostas, segundo dados da "Sports Value"
https://www.cnnbrasil.com.br/esportes/futebol/fluminense/presidente-do-fluminense-calcula-prejuizo-sem-bet-mais-de-r-100-milhoes/#goog_rewarded
-----------------------------------------------------------------------------------
Governo prepara reunião com clubes para tentar conter revolta no futebol com fim das bets
Encontro será na semana que vem, mas anúncio de medida deve ficar para depois
O Fluminense acompanha de perto os próximos passos do governo federal após a proibição dos patrocínios de bets no futebol brasileiro. Enquanto os clubes tentam entender os impactos financeiros da mudança, o Planalto avalia medidas para reduzir os efeitos da decisão.
Uma das possibilidades em discussão é a criação de uma linha de crédito de até R$ 20 bilhões para clubes e SAFs por meio do BNDES. A ideia seria ajudar as equipes na reorganização financeira em meio ao cenário de incerteza provocado pela mudança nos contratos com empresas de apostas.
O assunto interessa diretamente ao Tricolor, que possui contrato de patrocínio máster com a Superbet até o fim de 2029.
Fluminense já alertou sobre impacto da mudança
Após a publicação da Medida Provisória que proibiu a exploração e a publicidade das bets no Brasil, o Fluminense se posicionou oficialmente sobre o tema e destacou possíveis consequências para o clube.
O Tricolor afirmou que assumiu compromissos financeiros contando com os recursos previstos no acordo de patrocínio e defendeu a criação de um período de transição antes de qualquer alteração definitiva.
Um dos exemplos citados pelo clube envolve as lojas oficiais. Segundo o Fluminense, existe um estoque de camisas com a marca do patrocinador máster que poderia ser afetado por uma mudança imediata.
A preocupação, portanto, não está apenas na receita futura do contrato, mas também nos impactos de uma alteração repentina em acordos e produtos já planejados.
Governo pretende ouvir clubes antes de definir medidas
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo pretende se reunir com representantes dos clubes e das federações para entender o impacto real da decisão.
Dos 20 clubes da Série A, 14 possuem atualmente uma casa de apostas como patrocinadora máster. O setor se tornou uma das principais fontes de receita comercial do futebol brasileiro nos últimos anos.
Antes mesmo da publicação da MP, algumas empresas já haviam comunicado clubes sobre a possibilidade de rompimento dos contratos caso a mudança fosse confirmada.
Possível linha de crédito não prevê perdão de dívidas
Segundo informações do Correio Braziliense, o governo avalia a criação de um programa de reestruturação financeira para o futebol profissional.
A proposta em estudo envolveria uma linha de crédito de até R$ 20 bilhões para clubes e SAFs, com condições diferenciadas de financiamento pelo BNDES.
A ideia, porém, não seria perdoar dívidas, mas oferecer uma alternativa para que as equipes consigam reorganizar seus compromissos financeiros.
A discussão acontece em um cenário de alto endividamento no futebol brasileiro. De acordo com o Relatório Convocados, os clubes da Série A acumulavam R$ 17,3 bilhões em dívidas ao fim de 2025.
https://www.netflu.com.br/fluminense-pode-ser-afetado-por-plano-do-governo-apos-veto-as-bets-veja-o-cenario/
Nenhum comentário:
Postar um comentário